E que peixes. Foi no GeoCities que eu hospedei, pela primeira vez, um site meu. Eu mal sabia o que era um site. O que era HTML. O que era a internet. (Na verdade, continuo sem dominar o HTML até hoje, mas isso é outra história.) Era um site sobre astronomia — CASC: Centro Astronômico de São Carlos. Nunca mais achei o site.
Logo depois, fiz outro: SonicCafé, nome feiamente roubado de um serviço de jogos para celular, com um layout mais feiamente roubado ainda de algum site. Modifiquei no FrontPage, hospedei amadoristicamente no GeoCities.
Hoje, tempos depois, talvez cinco anos, acaba-se o GeoCities. Acabei de ler o email do Yahoo declarando o fim do serviço no dia 26 de outubro.
Existem por aí serviços parecidos e consagrados, como o antiquíssimo Angelfire, que nem sei em que pé está. Todo ‘‘ráquer’’ de 13 anos tinha um site lá, preto e com chamas em gif. Lembro que teve um tempo que eu fucei meia internet atrás de ‘‘hospedagem gratuita’’. Tive vários blogs, mas nenhum vingou. Montei um site chamado O Leviatã, que iria englobar textos comunistas e anarquistas, entre outras viagens.
Enfim, é isso. Que venham os próximos. E que os serviços de hospedagem gratuita tenham longa vida! 


Devia ter um parágrafo nesse texto que começasse assim: “Mas, no Dreamhost/Bluehost/Seiláoquehost não é assim… Com dezoito parcelas… Ciro Botini… Música Simpson!” ASOKASOKSAOKAS
Legal, internet-nostalgia!
Bah!, deixa eu ser idiota e nostálgico, Schneider. Às vezes eu penso nisso. A informação da internet vai acabando por si só. Não é como nos livros, onde tu escreve e a coisa fica.
Bom, se bem que livros se perdem também.