(Antes de começar, queria deixar claro que este não é um blog especializado em computadores, open source ou filosofia do software livre. Mas, logicamente, gosto muito disso tudo.)
Sofia era uma garota relativamente nerd. Tinha vagas indicações de que era, ao menos. Ela ficava muito tempo no computador, e às vezes se perguntava se não teria LER um dia desses. Conheceu numa tarde um sujeito que era meio maluco. Como todo sujeito meio maluco que gosta de computadores, ele usava Linux.
Durante muito tempo esse cara, que chamaremos de Sebastião, falou sobre as maravilhas do mundo do GNU/Linux para Sofia, que se entediava muito com isso, porém era educada o suficiente para ser gentil e fingir que ouvia. Talvez ela ouvisse mesmo, afinal, como veremos mais a frente.
O tempo passou. Sofia comprou um notebook de uma marca famosa que chamaremos de PH. Estranhamente, ele queimou. Era a placa mãe. Sebastião não podia fazer nada. A loja, porém, pode, e deu a Sofia um novo computador, de mesma marca.
Nossa heroína se descobriu uma usuária insatisfeita de Windows. Talvez isso se deva a seu caráter frio e desamado, que logo tratou de pensar mal do sistema operacional. Sofia resolveu instalar Linux no seu computador, e pediu que Sebastião o fizesse.

Seria ela Sofia?
photo credit: lanuiop
Sebastião trabalhou em sua forja incessantemente durante uma madrugada regrada a café e junkie food, formatando partições, pensando em como ficariam os arquivos, instalando o Linux, configurando, resolvendo pequenos problemas e, principalmente, configurando o Windows (Sofia era prevenida quanto ao remoto fato de não se dar bem com o Linux). Ao nascer do Sol, nascia um novo computador.
Sofia, resignada em vida de seus pecados, usou feliz durante uma semana o Ubuntu Linux. Depois do prazo cabalístico de sete dias, algo nefasto aconteceu, como caem nefastas as maldições, sobre seu laptop.
Sabia que era, Sofia usando estava seu notebook na cama, com a bateria alhures ‘‘para não viciar’’, prática que aquele que vos escreve deveria ter conhecido mais cedo, quando bateu a perna no cabo de energia e ele pulou fora do computador.
Imediatamente ele desligou.
E nunca mais ligou.
***
Cavalheiro nobre, distinto, Sebastião dormia sobre a relva, sonhando com nobres investidas, quando seu celular o acorda.
Era uma mensagem, que dizia:
Eu acho que fudi meu computador.
SOCORRO!
Assinado por… Sofia. O que teria acontecido? Teorias surgiram na mente do jovem nobre. Teria o Linux dado problema? A resposta veio logo. O computador havia queimado, aparentemente: a BIOS não iniciava. Ufa. Não era nenhum problema com o Linux. Os arquivos estavam a salvo. A culpa era toda da PH.
Ufa.
Teria um final bonito, se Sofia, perdendo toda a sofia, não indiretamente tivesse atacado o Pinguim Sagrado, e depois Sebastião, procurando um ponto fraco nessa estrutura que imaginava ter lhe fodido mais um computador. O cavalheiro, ofendido, se refugiu nas montanhas onde ermitão sentimento lhe renovou as forças. Não havia sido ele. Coincidências de mais escabrosa aceitação já havia ocorrido.
Sofia ganhou um novo computador da loja, novamente. Sebastião, recuperado o timbre de distinta pureza nos atos, sugeriu que o Linux pudesse povoar o HD do novo computador.
A resposta era… Não. Medo? Mas o Linux havia sido bom para Sofia, apesar do pouco tempo de experiência. Qual era o problema?
A resposta é… Medo de mãe.
É sobre isso que o segundo post dessa série falará.

Eita. 0o
Eita [2]
(…) fraco nessa estrutura que imaginava ter lhe fodido mais um computador (…) – AEHAEHEAHAEHeahaehaehAEH muito boa a inserção linguística dessa frase AEHaeHaeh
seu emo
e a noite foi regada a café e junkie food, não regRada.
A noite foi regrada (quase um ruled), de fato, pela junkie food. Pense bem e entenderá.