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		<title>fluxbox-ddate</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 13:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[É com orgulho que venho apresentar o fork discordiano do Fluxbox: o fluxbox-ddate. Para quem usa Arch Linux, fiz um PKGBUILD.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com orgulho que venho apresentar o fork discordiano do <a href="http://fluxbox.org">Fluxbox</a>: o <a href="http://blog.tiagomadeira.com/calendario-santo-discordiano-no-fluxbox/">fluxbox-ddate</a>.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 666px"><img class="  " title="fluxbox-ddate" src="http://cabaladada.org/public/fluxbox-ddate.png" alt="" width="656" height="369" /><p class="wp-caption-text">Veja a data discordiana!</p></div>
<p>Para quem usa Arch Linux, fiz um <a href="http://aur.archlinux.org/packages.php?ID=40364">PKGBUILD</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cybersonnet</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 14:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chafurdando na literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Em geladas salas cavernais piscam insetos flutuando no negro braços correm rígidos discos a girar neste ruído infernal de uma humanidade a labutar Pré-histórico neolítico sob um chapéu cinza ele abre em flor um bocejo﻿ Memórias são acessadas num furor delirante Ventoinhas enlouquecidas jorram este bafo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em geladas salas cavernais<br />
piscam insetos flutuando no negro<br />
braços correm rígidos discos a girar<br />
neste ruído infernal de uma humanidade a labutar</p>
<p style="text-align: left;">Pré-histórico<br />
neolítico<br />
sob um chapéu cinza ele abre<br />
em flor um bocejo﻿</p>
<p style="text-align: left;">Memórias são acessadas num furor delirante<br />
Ventoinhas enlouquecidas jorram este<br />
bafo quente de toda uma humanidade a suspirar</p>
<p style="text-align: left;">E por entre sentimentos hexadecimais<br />
meros caracteres sem corpo<br />
vagabundeia o hacker pela madrugada artificial</p>
<p style="text-align: left;"><em>A ser revisado um milhão de vezes.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Datenismo</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 02:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discórdia]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[datena]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[natureza humana]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente o apresentador do Brasil Urgente, o famoso Datena, criou uma controvérsia gigante ao depreciar ateus no seu programa. O resultado é claro e esperado: uma série de indignações etc. e até denúncias ao Ministério Público Federal. (Sobre este ponto, vosso humilde escritor acredita que nada acontecerá. O...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente o apresentador do <a href="http://www.band.com.br/brasilurgente/videos.asp" target="_blank">Brasil Urgente</a>, o famoso <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Luiz_Datena" target="_blank">Datena</a>, criou uma controvérsia gigante ao <a href="http://atea.org.br/index.php?view=article&amp;catid=923:dia-a-dia&amp;id=192:datena-e-os-ateus&amp;option=com_content&amp;Itemid=104" target="_blank">depreciar ateus</a> no seu programa. O resultado é claro e esperado: uma série de indignações etc. e até <a href="http://bulevoador.haaan.com/2010/07/31/instrucoes-de-denuncia-ao-mpf-contra-datena/" target="_blank">denúncias ao Ministério Público Federal</a>. (Sobre este ponto, vosso humilde escritor acredita que nada acontecerá. O motivo? Lembram-se <a href="http://www.youtube.com/watch?v=0H9znNpeFao" target="_blank">disso</a>? Igualmente punível, não? Acreditam que não atitudes legais não foram tomadas?)</p>
<p>Não vou encher o saco dos meus dois leitores (em potencial) com doutrinas, com comentários sobre como nosso o Brasil é absurdamente religioso, nem vou lembrar que a religião mais separa que une, muito menos lembrar que muçulmanos matam, também friamente, por seu deus. Não vou discutir a natureza de “deus” &#8212; que é a de um <em>personal Santa Claus<span style="font-style: normal;"> &#8212;, etc. Não quero evangelizar ninguém. Nem me iludo achando que alguém seria. Só quero aproveitar a oportunidade e dizer o que acho sobre programas como o Brasil Urgente ou o Cidade Alerta.</span></em></p>
<h1>O que eu acho</h1>
<p>Uma criança de dois anos é esfaqueada até a morte. O seu executor faz desenhos, tira fotos, releva-as em casa, glorifica-as na parede. Ele é maluco, é claro; mas as pessoas que assistem um filme com esse roteiro são malucas? Não acho. Uma velhinha assiste, seduzida pelo asco, atônita, pasma, conformada, ao caso, real, num programa de TV. Ela comenta com as vizinhas. “Que mundo maluco! Dá medo até de por o pé pra fora de casa.” Mas ela vai à padaria do mesmo jeito. Pensa no assunto. Sente-se estranha por estar fascinada. Ela é maluca? Não acho.</p>
<p>Parte nossa, humana, é atraída pela morte. Queremos saber o que é. Outra parte, atraída pela loucura. Temos medo, e por isso precisamos conhecer. São mecanismos naturais, o mesmo que te fez se enfiar no aglomerado de gente pra ver o acidente. Você certamente dirigiu mais cautelosamente logo depois.</p>
<p>Não estou justificando os desvios de comportamento, mas nós os temos, e é claro que vou perder os meus dois leitores, normalmente. Algumas pessoas nascem com problemas psicológicos, e realizam os desejos mais bizarros &#8212; para que o resto do mundo assista o Brasil Urgente. É bastante simples, e não tem nada a ver com religiosidade. É terrível que o Datena e a Band ganhem dinheiro com a desgraça alheia, mas esta é a natureza humana.</p>
<p>Gostaria que toda dona de casa, ao se olhar no espelho pelas manhãs, sentisse sua sombra. Sentisse as coisas terríveis que pensa assolando. Sentisse o quão bizarra e única ela é. E, é claro, vou ser moralmente esfaqueado por dizer isso.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="2006-08-26 Memento mori III" href="http://www.flickr.com/photos/43144679@N00/235325953/" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/91/235325953_81ff4782e6.jpg" border="0" alt="2006-08-26 Memento mori III" /></a><br />
<small><a title="Attribution-NonCommercial-NoDerivs License" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/" target="_blank"><img src="http://www.cabaladada.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="[ henning ]" href="http://www.flickr.com/photos/43144679@N00/235325953/" target="_blank">[ henning ]</a></small></p>
<p>Essas muitas bandeiras de <em>memento mori</em> da TV são esperadas, talvez bem-vindas se não fosse pelo sensacionalismo e falta de respeito por quem morreu. Talvez lhes falte tabu, limite. Talvez lhes falte deus no coração. Só me ferve a bile que, muito menos que isso, elas envenenem as pessoas de <em>medo</em>. Medo não de morrer, não de morrer de forma hedionda, mas medo de viver. Lembro-me de <em>Dear Wendy</em>, um filme, onde uma das personagens, dono de um supermercado, era absurdamente assustado pelas “gangues” que circulavam na cidade. Não existia nenhuma. Estamos mais a salvo do que gostaríamos de imaginar, enquanto manuseamos a conta caríssima da nova cerca elétrica.</p>
<p>Embora, é claro, a morte espreite no canto do teu quarto essa noite.</p>
<p>E não &#8212; não há uma digressão sequer no meu texto.</p>
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		<title>More Real than Reality</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 00:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chafurdando na literatura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[verossimilhança]]></category>

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		<description><![CDATA[No livro O personagem de ficção, o velho Antonio Candido diz: Quando, lendo um romance, dizemos que um fato, um ato, um pensamento são inverossímeis, em geral queremos dizer que na vida seria impossível ocorrer coisa semelhante. Entretanto, na vida tudo é praticamente possível; no...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No livro <em>O personagem de ficção</em>, o velho Antonio Candido diz:</p>
<blockquote><p>Quando, lendo um romance, dizemos que um fato, um ato, um pensamento são inverossímeis, em geral queremos dizer que na vida seria impossível ocorrer coisa semelhante. Entretanto, na vida tudo é praticamente possível; no romance é que a lógica da estrutura impõe limites mais apertados, resultando, paradoxalmente, que as personagens são menos livres, e que a narrativa é obrigada a ser mais coerente do que a vida.</p></blockquote>
<p>E eu já ia dizer “epa, Candido!”, quando o cara retifica. Veja a continuação:</p>
<blockquote><p>Por isso, traduzida criticamente e posta no devidos termos, aquela afirmativa quer dizer que, em face das condições estabelecidas pelo escritor, e que regem cada obra, o traço em questão nos parece inaceitável. O que julgamos <em>inverossímil</em>, segundo padrões da vida corrente, é, na verdade, <em>incoerente</em>, em face da estrutura do livro. Se nos capacitarmos disto &#8212; graças à análise literária &#8212; veremos que, embora o vínculo com a vida, o desejo de representar o real, seja a chave mestra da eficácia dum romance, a condição do seu pleno funcionamento, e portanto do funcionamento das personagens, depende de um critério estético de organização interna. Se esta <em>funciona</em>, aceitaremos inclusive o que é inverossímil em face das concepções correntes.</p></blockquote>
<p>E aí eu tirei o chapéu.</p>
<p>Discutir em termos de verossimilhança é afunilar a discussão, abobá-la. A <em>Odisseia</em> não tem nada de verossimilhante, e nunca houve quem dissesse “é uma boa obra, só achei meio inverossímil aquele negócio de deuses”. O mesmo se aplica a <em>The hitchhike&#8217;s guide to the galaxy</em>, por exemplo. É completamente coerente porque é completamente incoerente: o critério estético de Douglas Adams é, justamente, a incoerência do Universo da obra (?).</p>
<p>Um exemplo de incoerência: no final de <em>Harry Potter</em>, um TIE advanced x1 desce e de dentro sai Darth Vader, que diz ser o pai de Harry após cortar a cabeça de Voldemort com seu sabre de luz. Dois universos &#8212; ou melhor, critérios estéticos &#8212; que não se misturam na intenção da obra. Mas por que fui eu criar um exemplo de incoerência quando já temos um?, <em>i.e.</em>, o final de <em>Lost</em>.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_419" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.cabaladada.org/wp-content/uploads/2010/07/i_am_your_father.jpg"><img class="size-big wp-image-419" title="i_am_your_father" src="http://www.cabaladada.org/wp-content/uploads/2010/07/i_am_your_father-300x123.jpg" alt="Harry I am your father." width="500" height="206" /></a><p class="wp-caption-text">Harry I am your father.</p></div>
<p>PS.: Desculpem pela <em>misquotation</em>, era necessária por motivos literários.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Teorema da obrigatoriedade do ócio</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 22:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discordianismo]]></category>
		<category><![CDATA[ócio]]></category>
		<category><![CDATA[perfeição]]></category>
		<category><![CDATA[postulado]]></category>
		<category><![CDATA[teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Ora, tomemos o conceito da perfeição, que é platônico porque ideal. Sabemos que ninguém é perfeito, como postulam a sabedoria popular e a experiência. Agora notemos que, quanto ao mundo do trabalho, o esperado é a perfeição; um erro pode causar problemas terríveis para aquele que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ora, tomemos o conceito da perfeição, que é platônico porque ideal. Sabemos que <em>ninguém é perfeito</em>, como postulam a sabedoria popular e a experiência. Agora notemos que, quanto ao mundo do trabalho, o esperado é a perfeição; um erro pode causar problemas terríveis para aquele que o cometeu.</p>
<p>Ora, é de se concluir que, se de uma pessoa se espera a perfeição, e se o conceito não é aplicável ao real sensível, portanto de qualquer um que seja esperado a perfeição, plenitude, é louvável o comportamento de contrário, dada a simples impossibilidade de nunca errar.</p>
<p>Assim sendo, a única ação legítima é o ócio. QED.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Farewell to a friend</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 15:55:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chafurdando na literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Era difícil ler a plaqueta “É proibido fumar neste local”, não só porque ela estava muito mal localizada, mas também pela névoa que subia de inúmeros cigarros de todos os tipos. Aquele era, talvez, o último estaminé a honrar o charme ao invés de honrar...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era difícil ler a plaqueta “É proibido fumar neste local”, não só porque ela estava muito mal localizada, mas também pela névoa que subia de inúmeros cigarros de todos os tipos. Aquele era, talvez, o último estaminé a honrar o charme ao invés de honrar leis.</p>
<p>No pequeno bar, entrou um velho bem vestido, de cabeça baixa, tossiu, sentou-se num canto, pediu uma tequila.</p>
<p>&#8212; What kind?</p>
<p>&#8212; It doesn’t matter.</p>
<p>Do bolso de dentro do paletó tirou um maço quase vazio de cigarros, um pedaço de papel dobrado. Algumas notas gordas quase escaparam, mas foram enfiadas a tempo por mãos nervosas. O homem desdobrou o papel, revelando que estava coberto por letras ordernadas, tomou um isqueiro e juntou-se à chaminé coletiva. Caçou umas palavras do papel. <em>I&#8217;m going to read it when my tequila comes.</em> Engoliu e soltou fumaça, passou a mão nos olhos e apertou, cansado.</p>
<p>Sem dizer nada, deixaram um copo em sua mesa.</p>
<p>Tomou um gole de coragem e leu:</p>
<blockquote><p>Durante muito tempo em minha vida, Mike, pedi desculpas. Eu fazia algo e &#8212; e me arrependia, pedia desculpas, suportava, seguia seus preceitos, ensinamentos, me rebaixava, me abatia, enfim&#8230; Hoje chegou o tempo de minha redenção. Hoje, não me importa se certo ou errado, eu vou fazer o que quero. Vou pegar de volta o dinheiro que você me deve &#8212; e você me deve muito mais que dinheiro &#8212; vou tomar para mim a sua vida, e  a de quem mais for necessário.</p></blockquote>
<p>Parou de ler. Quase não conseguia conter lágrimas. Cobriu o rosto com seu chapéu. <em>We found him writing this. He resisted. We killed him. I’m sorry, he was going to react. I think you shouldn’t read it anyway. Just throw it away. Are you ok? Where are ya going?</em> Esvaziou o copo em arrependimento profundo. Confuso, resolveu apenas aceitar. Fez do papel uma bola cheia de pontas duras, amassada, e pensou se o passado não era exatamente assim.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Doze zero um ene</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 04:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[1201n]]></category>
		<category><![CDATA[arch linux]]></category>
		<category><![CDATA[asus]]></category>
		<category><![CDATA[eee pc]]></category>
		<category><![CDATA[toggle touchpad]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou pular a parte de como comprei um Asus Eee PC 1201N, e como gostei do computador, e como instalei Linux nele sem nem rodar o Windows etc. porque os dois leitores em potencial desse blog já sabem disso. Não, não vou contar a história...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou pular a parte de como comprei um <a href="http://info.abril.com.br/reviews/hardware/notebooks/asus-eee-pc-1201n-um-netbook-matador.shtml">Asus Eee PC 1201N</a>, e como gostei do computador, e como instalei Linux nele sem nem rodar o Windows etc. porque os dois leitores em potencial desse blog já sabem disso.</p>
<p>Não, não vou contar a história de como comprei um <a href="http://info.abril.com.br/reviews/hardware/notebooks/asus-eee-pc-1201n-um-netbook-matador.shtml">Asus Eee PC 1201N</a>, e como gostei do computador, e como instalei Linux nele sem nem rodar o Windows etc.</p>
<p>O que eu vou fazer é o seguinte: me vangloriar. É isso aí. Porque sou foda, instalei Arch Linux, resolvi uma pá de problemas, matei uns wanamingos&#8230; Estava com problemas ainda nas function keys do netbook, de qualquer forma. Aí fui pedir ajuda no #archlinux at <a href="http://freenode.net">Freenode</a> e o cara me disse &#8212; vê se pode:</p>
<blockquote><p><strong>&lt;RandomDude&gt;</strong> I wouldn&#8217;t use acpi-eeepc-generic&#8230; It says it supports only TAL E TAL MODELO&#8230; Since it doesn&#8217;t list 1201N I wouldn&#8217;t use it&#8230; Even though I have a lot of experience&#8230; acpi could mess your computer, it controls fan and temperature and shit&#8230; TÁ LIGADO?</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 274px"><img title="randomdude" src="http://faculty.kutztown.edu/friehauf/beer/oscar_wilde_2.jpg" alt="" width="264" height="384" /><p class="wp-caption-text">Fota do RandomDude</p></div>
<p>Bom, aí eu parei de usar o pacote <a href="http://code.google.com/p/acpi-eeepc-generic/">acpi-eeepc-generic</a>. Mas a parada é a seguinte, irmão, o computador tem um botão pra desativar o touchpad &#8212; muito útil &#8212; e o pacote acpi-eeepc-generic fazia ele funcionar. Então tive um momento “e agora, José?”, sacudi a poeira e criei o seguinte script:</p>
<div class="codecolorer-container text default" style="overflow:auto;white-space:nowrap;border:1px solid #9F9F9F;width:435px;"><div class="text codecolorer" style="padding:5px;font:normal 12px/1.4em Monaco, Lucida Console, monospace;white-space:nowrap">&nbsp;TOUCHPAD_OFF=`synclient -l | grep TouchpadOff | awk '{print $3}'`<br />
if [ &quot;$TOUCHPAD_OFF&quot; = &quot;0&quot; ]; then<br />
synclient TouchpadOff=1;<br />
echo &quot;0&quot; &amp;gt; &quot;/sys/devices/platform/eeepc/leds/eeepc::touchpad/brightness&quot;;<br />
unclutter -idle .5 -root &amp;amp;<br />
else<br />
synclient TouchpadOff=0;<br />
echo &quot;1&quot; &amp;gt; &quot;/sys/devices/platform/eeepc/leds/eeepc::touchpad/brightness&quot;;<br />
pkill unclutter<br />
fi</div></div>
<p>E botei ele em <tt>~/.toggle-touchpad.sh</tt>. Maroto que sou, descobri que o botão que ativava o bloqueio do touchpad tinha como keycode 191, então adicionei a seguinte linha ao arquivo <tt>~/.fluxbox/keys</tt></p>
<div class="codecolorer-container text default" style="overflow:auto;white-space:nowrap;border:1px solid #9F9F9F;width:435px;"><div class="text codecolorer" style="padding:5px;font:normal 12px/1.4em Monaco, Lucida Console, monospace;white-space:nowrap">none 191 :Exec sudo /home/revberaldo/.toggle-touchpad.sh</div></div>
<p>Recarreguei a configuração e tudo funciona! Essa talvez não seja a melhor solução do mundo, mas tem me quebrado o galho por hora.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Bloomsday</title>
		<link>http://www.cabaladada.org/2010/06/bloomsday/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 18:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chafurdando na literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[araraquara]]></category>
		<category><![CDATA[bloomsday]]></category>
		<category><![CDATA[james joyce]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, dia 16 de junho, comemorou-se o Bloomsday. Caio, o professor Alcides e eu organizamos a primeira edição (que temos conhecimento) aqui em Araraquara. O resultado foi bastante satisfatório. Acho que umas vinte ou trinta pessoas compareceram ao evento. Tivemos Guinness, falas sobre a obra,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, dia 16 de junho, comemorou-se o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bloomsday">Bloomsday</a>. <a href="http://ericnorton.mindsay.com">Caio</a>, o professor Alcides e eu organizamos a primeira edição (que temos conhecimento) aqui em Araraquara.</p>
<p>O resultado foi bastante satisfatório. Acho que umas vinte ou trinta pessoas compareceram ao evento. Tivemos Guinness, falas sobre a obra, um slideshow de imagens relacionados ao <em>Ulysses</em> e ao James Joyce, leituras dramatizadas, música irlandesa etc. Fiquei especialmente animado quando começaram a falar sobre o “ano que vem” &#8212; que será ainda melhor, certamente.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 501px"><a href="http://www.flickr.com/photos/22373875@N03/sets/72157624171298355/"><img class="  " title="Felipe e Caio lendo um trecho de Ulysses" src="http://farm5.static.flickr.com/4014/4708937665_8d265070aa_b.jpg" alt="Felipe e Caio lendo um trecho de Ulysses" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Felipe e Caio lendo um trecho de Ulysses. Foto por @maschado</p></div>
<p>Vou deixar aqui algumas coisas relacionadas ao Bloomsday 2010 Araraquara:</p>
<ul>
<li>Um <a href="http://cabaladada.org/public/bloomsday2010/trecho_ulysses.pdf">trecho da parte seis de <em>Ulysses</em></a>, que eu fiz a leitura (com indicações de pronúncia que fiz pra mim);</li>
<li>O <a href="http://cabaladada.org/public/bloomsday2010/slideshow.vob">slideshow</a> (em <acronym title="Video Object">vob</acronym>);</li>
<li><a href="http://www.flickr.com/photos/22373875@N03/sets/72157624171298355/">Fotos do evento</a>, tiradas pelo <a href="https://twitter.com/maschado">@maschado</a>.</li>
</ul>
<p>Por hora é isso!</p>
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		<title>Why try to change me now?</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 04:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da boca pro ouvido]]></category>
		<category><![CDATA[cy coleman]]></category>
		<category><![CDATA[fiona apple]]></category>
		<category><![CDATA[house]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[why try to change me now]]></category>

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		<description><![CDATA[Chove lá fora, enquanto ouço uma versão muito boa de Why try to change me now?, de Cy Coleman, por Fiona Apple. Ouvi pela primeira vez no décimo primeiro episódio da sexta temporada de House M.D., Remorse. Aliás, House é uma ótima série. O protagonista...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gQDpfTumx60&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999&#038;hd=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gQDpfTumx60&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999&#038;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
<p>Chove lá fora, enquanto ouço uma versão muito boa de <em>Why try to change me now?</em>, de Cy Coleman, por Fiona Apple. Ouvi pela primeira vez no décimo primeiro episódio da sexta temporada de <em>House M.D.</em>, <em>Remorse</em>.</p>
<p>Aliás, <em>House</em> é uma ótima série. O protagonista é um dos melhores personagens que conheço, e a interpretação do Hugh Laurie é simplesmente perfeita.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Votando Nulo</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 19:38:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Beraldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Politicagem]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[soluções]]></category>

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		<description><![CDATA[Se voltássemos ao ano de 2006, poderíamos acompanhar uma de minhas aulas no SENAI. Carteiras enfileiradas; janelas de ferro à esquerda que davam para o pátio, e uma grande janela de vidro à direita, transformando a sala num gigante aquário de alunos para quem quer...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se voltássemos ao ano de 2006, poderíamos acompanhar uma de minhas aulas no SENAI. Carteiras enfileiradas; janelas de ferro à esquerda que davam para o pátio, e uma grande janela de vidro à direita, transformando a sala num gigante aquário de alunos para quem quer que passasse nos corredores.</p>
<p>Era época de eleição, o assunto surgiu e o professor falava que nunca deveríamos ficar em cima do muro. Tínhamos, sempre, de tomar uma decisão, mesmo que não tivéssemos uma opinião formada sobre o assunto (se houvesse tal coisa como “opinião formada”, para começo de conversa, seríamos seres previsíveis &#8212; robôs, não seres humanos). Dizia que não deveríamos, portanto, votar nulo, ou branco, porque isso é se eximir de suas obrigações.</p>
<p>Novamente estamos em época de eleição. E eu, que agora sou obrigado a votar, continuo, inflexivelmente, a querer votar nulo.</p>
<h1><del datetime="2010-05-30T18:48:43+00:00">Demagogia</del> Democracia</h1>
<p>Eleições são, segundo a Globo, ou qualquer outro órgão de propaganda, a “festa da democracia”. Candidatos apresentam suas propostas no Horário Eleitoral; eleitores assistem, comparam, votam. Um processo extremamente simples e acessível.</p>
<p>Uma falácia se camufla no discurso acima. Para identificarmos-na, temos de voltar ao tempo em que as maiorias não votavam. A burguesia acreditava que, ao dar o poder de voto à população, estariam automaticamente colocando em perigo sua supremacia. Sufrágio atrás de sufrágio &#8212; as chamadas “vitórias” pelos comunistas &#8212; provaram que essa concepção era falha.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as técnicas de propaganda evoluíram. Dominaram-se a arte do convencimento das massas, que em verdade é bastante trivial: martele, martele, martele, &#8212; o convencimento é garantido &#8212; entre outras sutilezas.</p>
<p>Isso significa que apenas aquele que pode fazer propaganda vencerá. Interessantemente, aqueles partidos políticos com mais representantes eleitos têm mais tempo para suas propagandas. Mas como conseguiram mais representantes eleitos?, pode pensar o leitor. Não foi um processo democrático, em absoluto; foi, em verdade, a propaganda anterior. Quem tem dinheiro faz uma propaganda melhor. Compare a qualidade das propagandas do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=V8YsEQnc9nI">PT</a> e PSDB com a de qualquer partido menor &#8212; digamos, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fglCycKXKCs">PSOL</a>. Quanto maior o partido, mais militantes, mais atenção, mais tempo para os comerciais, mais dinheiro para eles.</p>
<p>Democracia não existe. O que existe é a demagogia, o discurso bem feito, as falácias argumentativas: tudo criando uma <em>impressão de possibilidades</em>.</p>
<h1>Binário, mas igual</h1>
<p>Existem, já de começo, portanto, apenas dois partidos que tomarão a presidência: PT ou PSDB. Muitas pessoas podem achar importante quem será eleito. A verdade é que não faz diferença alguma.</p>
<p>Em primeiríssimo lugar, há de se convencionar que, quando um partido político se torna poderoso, se torna também um clubinho.  Isso é invariável, é humano. Só são presidenciáveis, ao menos em partidos que realmente disputam as eleições e não brincam de política, pessoas escolhidas a dedo, trabalhadas por anos a fio, e representantes da minoria que os aprovou.</p>
<p>Em segundo lugar, não existe tal coisa como “proposta política”. Nesse ponto preciso me explicar: os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Provos">Provos</a>, quando sugeriram que se banissem os carros no centro de Amsterdã, o que causaria um série de melhorias, tinham uma proposta política.</p>
<p>Políticos, por outro lado, tem “propostas genéricas”. “Melhorar a saúde, a educação”: eis algo completamente inútil de se dizer. Uma proposta política diz <em>como</em>: de onde vem o dinheiro para se melhorar a saúde, por exemplo? Notem que essas respostas são sempre vagas, evasivas.</p>
<p>Existem, portanto, dois partidos que realmente concorrem: PT e PSDB. Um deles tomará a presidência, e a maioria dos outros cargos de importância. A diferença que isso fará é, em termos prático, nula. O poder está nas empresas que realmente têm dinheiro.</p>
<h1>Ingenuidade e perda de tempo</h1>
<p>Pessoas há, porém, que acreditam que política muda alguma coisa. Elas conseguem manter o preço do ônibus o mesmo por um ano, chamam isso de “vitória”. Aos seus piquetes, falatório sem fim e passeatas que, contraditoriamente, chamam de “atos”, a tudo isso chamam “luta”. Em todo o país, e espalhados pelo mundo, essas pessoas vivem a ilusão de que, em seu legalismo, podem fazer alguma coisa.</p>
<p>Irritam-se, estressam-se, indignam-se frente à violência da política. Ainda não entenderam que a política é um órgão repressor, representante do Estado. E o Estado, com seu monopólio sobre o direito de matar, guerrear e enclausurar, é mantido funcionando pelo mesmo ativismo dessas pessoas. Porque são elas a válvula de escape da falta de poder da população: sentem o gostinho de tomar uma decisão qualquer e depois dizem que “a luta é dura”. Fazem congressos onde discutem a troco de nada. A maioria é jovem, porque desistem de “lutar” quando arrumam um emprego que precisam manter.</p>
<p>Ainda não sacaram que é tudo um jogo onde existem apenas duas decisões: cooperar ou não. Eles cooperam. Sejam seus discursos contra o Estado ou a favor de um partido qualquer, cooperam.</p>
<p>E, por sua vez, o que é não cooperar? Bastante simples: usar-se dos mesmos métodos que usou a burguesia para se levantar frente aos nobres. Enquanto houver o discurso da moral, do legalismo, que é sustentado pelo Estado de maneira a manter as revoltas ao mínimo, e enquanto esse discurso for acatado, a “não violência” chegará exatamente ao ponto designado a ela: o <em>nada</em>.</p>
<h1>A saída</h1>
<p>Como derrubar um Estado? Como transformar o mundo naquilo que você acha certo? A única resposta é: fazendo. É impossível, devido à quantidade absurda de leis e burocracias, melhorar a “educação”. Eduque, ao invés de perder seu tempo em passeatas absolutamente chatas. E não estou dizendo para virar professor, porque essa é a pior profissão do mundo. Não; simplesmente ensine as pessoas aquilo que você sabe.</p>
<p>Deseja um país melhor? Declare sua independência.</p>
<p>Deseja ser livre? Monte um navio e navegue pela imensidão do mar, áreas livres que não estão sob a jurisdição de qualquer país ou impostos. A pirataria como movimento histórico, que é só criminoso por uma definição unilateral, é o símbolo máximo da liberdade do homem. São países flutuantes; e países sempre têm a livre escolha de começar guerras ou não.</p>
<p>Sobre todas essas matérias, recomendo a leitura de <a href="http://www.estantevirtual.com.br/livrosdomauro/Hakim-Bey-Caos-Terrorismo-Poetico-e-Outros-Crim-31742619">Caos</a>, do Hakim Bey.</p>
<h1>Nulo</h1>
<p>Votar nulo é cooperar, porque aquilo que não combate sustenta o poder. Mas ao menos não estou enganando ninguém: nem a mim, nem aos meus iguais. Quanto isso ser alienação ou não, prefiro nem discutir. Já perdi muito tempo aqui; não vou nem revisar tudo isso.</p>
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